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sábado, 8 de agosto de 2026
Golpe da renegociação de- empréstimo consignado
Os chamados golpes de engenharia social — quando há contato com a vítima — causaram prejuízos de R$ 51 bilhões no ano
passado. São golpes de Pix, boletos, compras e investimentos falsos. Segundo o Anuário de Segurança Pública, 1 em cada 3
brasileiros já foram vítimas desse tipo de golpe.
No caso do golpe da renegociação de consignado, os criminosos geralmente chegam por WhatsApp, se passando por
correspondentes bancários ou funcionários de instituições financeiras reconhecidas. Eles passam credibilidade por muitas vezes
já possuírem dados prévios, vazados, sobre o endividamento da vítima e o alvo principal é o público 60+, justamente quem muitas vezes já está com a
margem do consignado estrangulada.
No golpe da renegociação, o cliente é levado a contrair uma nova dívida sob a falsa promessa de que o valor será usado para
abater ou "portar" um contrato antigo. Logo que o dinheiro cai na conta, o golpista envia boletos falsos ou chaves Pix (geralmente
em nome de terceiros ou empresas de fachada) e orienta a transferência imediata para a "quitação" do primeiro contrato. Mas ao
invés de quitar a primeira dívida, ele passa a ter duas dívidas.
Na prática, o correspondente bancário está levando o cliente a fazer um empréstimo com uma instituição verdadeira, mas ele
pega o dinheiro de volta no ato da contratação.
O golpe simula uma operação comum no consignado, de refinanciamento da dívida. É comum as instituições oferecerem um
"troco" quando o cliente vai refinanciar um contrato de consignado, já que o refinanciamento abre margem para novos
empréstimos. Mas nesse caso, o cliente fica com o dinheiro e a parcela se soma à parcela da dívida refinanciada.
O principal sinal de fraude que o aposentado deve ficar atento é quando há pedido para que ele
próprio transfira o dinheiro para o correspondente "quitar" a antiga. No caso de portabilidade de dívidas, a liquidação é feita
diretamente entre as instituições, sem passar pela conta do cliente.
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