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terça-feira, 31 de março de 2026
Justiça anula multa de R$ 16 milhões aplicada a Neymar por construir lago em Mangaratiba
Após três anos de disputa, a Justiça do Rio de Janeiro anulou, na última
sexta-feira, as multas ambientais que somavam cerca de R$ 16 milhões
aplicadas ao jogador Neymar, do Santos, pelo município de Mangaratiba
(RJ), no litoral do Estado do Rio, em um caso envolvendo obras em sua
mansão na região.
A sentença considerou ilegais os autos de infração lavrados pela prefeitura
após a reforma de um lago artificial transformado em piscina no imóvel do
atleta. A decisão é do juiz Richard Faircloug, da Vara da de Mangaratiba.
Responsável por construir lago em mansão de Neymar comemora conclusão de obra — Foto: Reprodução
A fiscalização municipal interditou a obra em junho de 2023 por falta de
licença ambiental e, dias depois, aplicou quatro multas por supostas
infrações — incluindo dano ambiental, movimentação de terra e
intervenção irregular na vegetação.
A defesa de Neymar sustentou que a intervenção tinha "caráter residencial",
"sem potencial poluidor", e que a atuação do município foi baseada em
"imagens de redes sociais e denúncias sem comprovação técnica".
O que ficou decidido
Na sentença, o juiz apontou falhas na atuação feita pelos servidores. Entre
elas, a ausência de diligências no local, falta de provas materiais e
inexistência de elementos técnicos que demonstrassem dano ambiental ou
necessidade de licenciamento.
A decisão também destacou que a área está na zona de amortecimento do
Parque Estadual Cunhambebe, sob responsabilidade do órgão ambiental
estadual, o que exigiria atuação prioritária do Instituto Estadual do
Ambiente (Inea) — algo que não foi comprovado no caso.
Com base nesses pontos, a Justiça declarou a nulidade das autuações e
confirmou decisão liminar anterior que já havia suspendido a cobrança das
multas. O município foi condenado ao pagamento das custas do processo e
honorários advocatícios. Ainda cabe recurso.
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