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quinta-feira, 2 de outubro de 2025
Chico Buarque processa Ratinho em R$ 50 mil
Chico Buarque está processando o
apresentador Ratinho porque ele teria
vinculado o engajamento político do cantor a um suposto favorecimento na Lei
Rouanet informação negada pelo
compositor.
A declaração de Ratinho foi feita na rádio Massa FM, de sua propriedade, em 15 de
setembro. Também foram acionados na Justiça os youtubers Thiago Asmar
(Pilhado) e a suplente de vereadora de Teresina Samantha Cavalca (PP).
Decisão judicial prevê possibilidade de prisão em flagrante por crime de desobediência
Apresentador e influenciadores teriam vinculado engajamento político de Chico a um
suposto favorecimento na Lei Rouanet
"Rico de esquerda é fácil. Chico Buarque ser de esquerda é fácil. Bebe champanhe,
come caviar. O Caetano Veloso ser de
esquerda é fácil, come caviar, mora no Rio de Janeiro, pega dinheiro da Lei
Rouanet, aí é fácil", afirmou o apresentador. A fala de Ratinho viralizou após a
participação de Chico e Caetano nas manifestações contra a PEC da Blindagem
e contra a anistia aos condenados no 8
de Janeiro, realizada em Copacabana, no Rio de Janeiro, em 21 de setembro.
Em decisão de quinta (2), o juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres, da 41ª
Vara Cível do Rio de Janeiro, deu um prazo de cinco dias para que os três réus se
retratem dos comentários ou "demonstrem minimamente em juízo a veracidade do que disseram,
notadamente quanto ao recebimento, pelo autor, de recursos
públicos da Lei Rouanet ou das gestões do Partido dos Trabalhadores".
"Tudo sob pena de se configurar crime de desobediência, o que, em tese,
justificaria a prisão em flagrante", acrescenta o magistrado.
Chico Buarque é representado pelos advogados João Tancredo e Maria Isabel
Tancredo. Na ação inicial, o cantor pede que os réus paguem indenização no valor
de R$ 50 mil cada.
"Chico jamais recebeu qualquer dinheiro oriundo de verba pública, de qualquer
natureza. As premissas que norteiam o vídeo [de Thiago Asmar] são simplesmente
falsas, gerando flagrantemente um conteúdo de desinformação e em abuso do
direito de livre manifestação. Há que se dizer, não há no ordenamento jurídico
pátrio qualquer proteção à mentira ou a propagação de desinformação, pelo
contrário. Daí é que o vídeo propagado não se confunde com direito à livre
manifestação, pois não existe o direito de mentir –em especial para violar a honra
e ferir a reputação de terceiros", dizem os advogados no processo.
Procurados, Ratinho e Thiago não se manifestaram até a publicação deste texto. Já
Samantha disse não ter conhecimento sobre a existência da ação e afirmou que
está à disposição para "esclarecer tudo o que for necessário ao Poder Judiciário.
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