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quarta-feira, 8 de outubro de 2025
STJ suspende leilão de bens de Romário avaliados em R$ 10,8 milhões
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu, na noite desta terça-feira, o
leilão de uma mansão, uma lancha e três carros do senador Romário (PL-RJ).
Os bens, avaliados em R$ 10,8 milhões, seriam leiloados no próximo dia 23
pela Justiça do Rio, em um processo de cobrança de dívidas do senador.
O pedido para suspender o leilão havia sido levado ao STJ pela irmã de
Romário, Zoraidi de Souza Faria, na última sexta-feira. Os bens estão em
nome de Zoraidi, mas foram incluídos pela Justiça do Rio no processo contra
Romário devido a indícios de que o senador é o verdadeiro dono do
patrimônio.
O caso está sob a relatoria do ministro João Otávio Noronha no STJ. Além de
atender o pedido de liminar de Zoraidi para suspender o leilão, Noronha
determinou comunicação imediata de sua decisão ao Tribunal de Justiça do
Rio.
Em 2021, o STJ já havia atendido um pedido similar de Zoraidi para
suspender outro leilão, também autorizado pela Justiça do Rio para quitar
dívidas do senador. Na ocasião, a defesa de Zoraidi argumentou que ela não
deveria ter sido incluída no processo movido contra o irmão, e que os bens em
seu nome, portanto, não poderiam ser leiloados.
À época, o ministro Marco Aurélio Bellizze concordou em suspender o leilão
enquanto o STJ analisava o mérito do pedido de Zoraidi. Em agosto de 2023,
no entanto, a Terceira Turma do STJ rejeitou o recurso da irmã de Romário,
abrindo caminho para que os bens voltassem a ser colocados para leilão, o que
ocorreu na semana passada.
Em paralelo a isso, o ministro João Otávio Noronha herdou a relatoria do caso
no STJ, na fase de recursos.
Em julho deste ano, Noronha indicou a primeira guinada no caso e aceitou
uma petição de embargos de divergência apresentada pela defesa de Zoraidi.
Essa petição alega que a decisão anterior da Corte, que abriu caminho para
incluir os bens no leilão, entrou em conflito com a jurisprudência do próprio
STJ. O objetivo é reanalisar o mérito daquela decisão.
Na nova tentativa de suspender o leilão de bens, feita na última sexta-feira, os
advogados de Zoraidi argumentaram que o STJ deveria paralisar o andamento
do caso na Justiça do Rio enquanto os ministros não votam sobre os
embargos, o que ainda não tem data para acontecer. O argumento foi acatado
por Noronha nesta terça.
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