terça-feira, 18 de agosto de 2026

Record e Universal são condenadas em R$ 20 mil após ridicularizar fã de Ivete Sangalo

A Record e a Igreja Universal foram condenadas a pagar uma indenização de R$ 20 mil a um rapaz que disse à Justiça ter sido ridicularizado em um programa por ser fã da cantora Ivete Sangalo. O rapaz, que trabalha como cuidador de idosos, foi entrevistado em 2018 pela emissora para uma série de reportagens que tratou da vida dos fãs. Na entrevista, falou sobre a sua paixão pela cantora e a tatuagem que fez em homenagem a ela. Segundo o rapaz, o tom da reportagem foi oportuno e respeitoso. Os problemas, no entanto, começaram quando a Record repassou as imagens da entrevista para a Universal, que as utilizou no programa "Fala Que Eu Te Escuto", transmitido de madrugada, em um contexto diferente. O episódio foi apresentado com o título "Fãs obcecados: carência, infantilidade ou admiração?". Uma legenda questionava se era um caso de "amor saudável ou falta de inteligência". Durante o programa, segundo o relato feito à Justiça, ele foi ridicularizado e criticado por diversos telespectadores, tendo sido chamado de "doente emocional, infantil e autodestruidor". Também foi questionado pela "falta de Deus". Ao condenar a emissora e a igreja, a juíza Marian Najjar Abdo disse que o programa retratou o fã de modo provocativo e jocoso, "debochando de sua postura em relação à cantora que admira". Segundo a magistrada, ele foi ridicularizado. Além da indenização de R$ 20 mil, a juíza proibiu a emissora e a igreja de exibirem a imagem do autor do processo sem a sua autorização. A ação cita que a Record e a Universal já haviam sido condenadas anteriormente pela exibição do programa em 2023. A nova condenação se deu pela reexibição do episódio do "Fala Que Eu Te Escuto", em fevereiro deste ano. A emissora e a igreja ainda podem recorrer. Na defesa apresentada à Justiça, a Record afirmou que o programa é de inteira responsabilidade da Universal, tendo disponibilizado apenas sua grade horária para a exibição por meio da venda de espaço publicitário. "Se porventura existiu algum ilícito, não foi a Record TV que deu causa", disse à Justiça, citando que a igreja "reproduziu" suas imagens. A Universal disse na ação que não cometeu nenhum ato ilícito. Segundo a igreja, não houve uma utilização ofensiva da imagem do autor do processo. Declarou também que o conteúdo foi exibido sem manipulação

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