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sábado, 2 de dezembro de 2023
Comandos de ChatGPT para advogados viram produto vendido nas redes
O uso do ChatGPT já rendeu multa a advogado cuja petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi criada pelo robô e constrangimento a juiz federal cuja sentença usou tese inventada pela máquina. Mas não importa: a classe jurídica brasileira está mais enamorada do que nunca pela inteligência artificial. E, claro, a paixão já virou negócio.
Após a proliferação de cursos e até vagas em escritórios que exigem conhecimento da ferramenta, começaram a circular nas redes sociais anúncios de um produto que reúne 1,5 mil comandos (“prompts”, no jargão tecnológico) de ChatGPT que seriam úteis para o dia a dia de advogados. Por menos de R$ 100, a publicação promete comandos para 13 áreas, do direito penal ao direito médico.
A palavra “prompt” é pomposa, mas o produto não passa de uma relação de frases que provocariam o ChatGPT a dar respostas que, em tese, ajudam o advogado a escrever uma petição. Exemplo: “Forneça orientação jurídica sobre os direitos e procedimentos para a concessão de salário-maternidade.”
Como tudo que envolve uma ferramenta de IA que “aprende” a partir do que é publicado na internet e tem tendência à chamada “alucinação” — simplesmente inventar ideias —, quem está vendendo os comandos não tem qualquer condição de garantir que as respostas do ChatGPT sejam juridicamente corretas.
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